Em entrevista, o diretor Eduardo Wotzik fala da paixão pela obra de Weiss e sobre a complexidade (e vontade) de levantar um projeto desta magnitude. Acesse o link:
http://www.agentesevenoteatro.com.br/entrevista/index/135/6/o-interrogataori
Reportagem do ESTADÃO do dia 22/11/10:
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20101126/not_imp645352,0.php
Matéria do DIÁRIO DO COMÉRCIO (26/11/10):
http://www.dcomercio.com.br/materia.aspx?id=57142&canal=50
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
1938: O pogrom da "Noite dos Cristais"
No dia 9 de novembro de 1938, agentes nazistas à paisana assassinaram 91 judeus, incendiaram 267 sinagogas, saquearam e destruíram lojas e empresas da comunidade e iniciaram o confinamento de 25 mil judeus em campos de concentração.
Aquela que ficaria conhecida no próprio jargão nazista como a "noite dos cristais quebrados" marcou o início do Holocausto, que causou a morte de seis milhões de judeus na Europa até o final da Segunda Guerra Mundial.
A "Noite dos Cristais" (Kristallnacht ou Reichspogromnacht), de 9 para 10 de novembro de 1938, em toda a Alemanha e Áustria, foi marcada pela destruição de símbolos judaicos. Sinagogas, casas comerciais e residências de judeus foram invadidas e seus pertences destruídos.
Série de proibições aos judeus
Milhares foram torturados, mortos ou deportados para campos de concentração. A justificativa usada pelos nazistas foi o assassinato do então diplomata alemão em Paris, Ernst von Rath, pelo jovem Herschel Grynszpan, de 17 anos, dois dias antes.
A perseguição nazista à comunidade judaica alemã já havia começado em abril de 1933, com a convocação aos cidadãos a boicotarem estabelecimentos pertencentes a judeus. Mais tarde, foram proibidos de freqüentar estabelecimentos públicos, inclusive hospitais.
No outono europeu de 1935, a perseguição aos judeus, apontados como "inimigos dos alemães", atingiu outro ponto alto com a chamada "Legislação Racista de Nurembergue". Enquanto o resto do mundo parecia não levar o genocídio a sério, Hitler via confirmada sua política de limpeza étnica.
Trajetória para o holocausto já havia sido aberta
Uma lei de 15 de novembro de 1935 havia proibido os casamentos e condenado as relações extraconjugais entre judeus e não-judeus. Havia ainda a proibição de que não-judeus fizessem serviços domésticos para famílias judaicas e que um judeu hasteasse a bandeira nazista.
Ainda em 1938, as crianças judias foram expulsas das escolas e foi decretada a expropriação compulsória de todas as lojas, indústrias e estabelecimentos comerciais pertencentes a judeus. Em 1º de janeiro de 1939, foi adicionado obrigatoriamente aos documentos de judeus o nome Israel para homens e Sarah para mulheres.
A proporção da brutalidade do pogrom de 9 de novembro foi indescritível. Hermann Göring, chefe da SA (Tropa de Assalto), lamentou "as grandes perdas materiais" daquele 9 de novembro de 1938, acrescentando: "Preferia que tivessem assassinado 200 judeus em vez de destruir tantos objetos de valor!"
Doris Bulau
Texto enviado por Yashar Zambuzzi
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
Interrogações
Ao comentar um livro sobre o teatro contemporâneo, o antigo diretor, já aposentado, Gerald Thomas, prosseguiu em sua cantilena autorreferente, segundo a qual o teatro está morto ou sobrevive se autocopiando de maneira nauseante. Gostamos dessa consciência crítica ou autocrítica mas, para o espectador de teatro, cabe o espetáculo de pesquisa de linguagem, mas também aquele que, fundado em um texto importante, sirva apenas de veículo para a sua locução adequada. Afinal, conforme disse o extinto diretor, o teatro é uma arte para poucos e, se tem sua contribuição na mudança das referência culturais e nas decisões políticas individuais e coletivas, ela pode vir das mais variadas formas, à parte os empreendimentos meramente comerciais que nada tem a oferecer ao teatro como arte, e apenas repetem ao público conservador aquilo que ele quer e está preparado para ouvir e ver.
Depois do preâmbulo, a razão: a representação, por 6 horas consecutivas, da peça de Peter Weiss, O INTERROGATÓRIO, dirigida por Eduardo Wotzik, nada além da transposição do menos célebre Julgamento de Frankfurt (comparado com o de Nurenberg), ocorrido em 1965, que se ocupou de figuras menores mas atuantes no campo de concentração de Auschwitz, de triste e global memória.
Temos um juiz no centro do palco atrás de sua mesa; à sua direita, outra mesa com sua cadeira, ocupadas sequencialmente por testemunhas de acusação; pelo palco, circulam o advogado de defesa, o promotor e funcionários da Justiça; na própria platéia, nas primeiras fileiras da esquerda e direita, acusados e testemunhas de acusação (sobreviventes do campo de concentração).
A rigor, não é um espetáculo teatral, mas uma transposição, para o palco, das sessões de julgamento, onde o espectador ouve os agentes envolvidos a debater responsabilidades e conivências dos envolvidos. Relatam-se fatos - para uns, para outros (os acusados, é claro) injúrias ou interpretações errôneas. A defesa dos acusados é padronizada: nada viram, de nada sabiam ou, se estiveram um dia no pátio de execuções ou diante dos fornos crematórios, foi apenas uma única vez e porque cumpriam ordens. Cumprir ordens: alguém pode ser culpado por isso? Sim, eram ordens horrendas, mas poderíamos realmente questionar as razões de Estado? As testemunhas, coincidentemente, só o foram porque um dia estiveram diante dos fatos mas, na maioria das vezes, demorou a reconhecer o que realmente era o campo de Auschwitz. A fome e a fraqueza decorrentes, mais as contínuas torturas, impediram qualquer ação de resistência.
Evidentemente, os atores estão em um palco representando seus papéis. É teatro, mas decupado dos maneirismos da arte. O realismo tende ao absoluto, restando claro as espectador que, como o julgamento não é real, sobrevive o jogo teatral, mas como exposição das razões e desrazões que constituíram um dos pontos culminantes da barbárie humana, não somente contra judeus, mas também contra comunistas, homossexuais, ciganos, poloneses, russos... Novamente vemos o Estado Nazista como exemplar em sua organização detalhada com objetivos genocidas. Disso resulta o comprometimento frio do cidadão alemão com um programa bem articulado e de execução factível, além de urgente e necessária. Teatro também pode nos por diante das matérias do dia e das de sempre; pode ser experimental, mas pode restringir-se ao realismo possível. Será sempre teatro.
De O INTERROGATÓRIO, que acompanhamos por todas as 6 horas sem cansaço e quedas de interesse, ficam inúmeras interrogações, mas vale um depoimento de um dos testemunhos, segundo o qual o fato de que de um lado estavam alguns cidadãos despojados de seus direitos e de outro aqueles que representavam a legitimidade e legalidade dos direitos enquanto atribuídos pelo Estado Nazista, não passou de fatalidade, pois os papéis seriam intercambiáveis. Somos todos seres humanos, e nenhum de nós está isento de ser um dia vítima, no outro algoz: as condições de produção da barbárie persistem e integram a todos em seu caldo cultural de racismo, xenofobia, homofobia, machismo, feminismo e todos os demais ismos devotados, sobretudo, ao poder, e este à imposição de princípios contra os quais apenas os degenerados lutam, segundo seu próprio ponto de vista, que pode ser o dos nazistas, dos judeus, dos homens, das mulheres, homossexuais, negros, comunistas, liberais, religiosos, e por aí vamos, lista infinita. Ou seja, os inocentes não são personagens históricos e, como tais, não pisam no palco (ou na platéia) do teatro.
Escrito por
RACHEL NUNES
segunda-feira, 21 de junho de 2010
Entrevista com o diretor Eduardo Wotzik
A entrevista que o diretor Eduardo Wotzik concedeu ao site Central 111, assim como algumas cenas de O INTERROGATÓRIO, podem ser vistas através do link
http://www.central111.com/foco.html
http://www.central111.com/foco.html
quinta-feira, 8 de abril de 2010
sábado, 20 de março de 2010
Nova temporada de O INTERROGATÓRIO
Com direção de Eduardo Wotzik, O INTERROGATÓRIO volta à cena para uma curta temporada, de 26 de março a 18 de abril. O público carioca vai poder acompanhar e observar o espetáculo a partir das 18hs até a meia-noite, sempre às sextas, sábados e domingos, no Teatro da Casa de Cultura Laura Alvim - Ipanema - Rio de Janeiro.
Serão doze noites de resistência. De denúncia. De amor ao teatro, à arte, à ética, à vida. Doze encontros.
Quarenta atores relatam os últimos dias do Julgamento de Frankfurt. Setenta e duas novas horas de reflexão sobre os horrores aos quais somos passíveis. Tudo isso abrigado numa Casa de Cultura. Tudo isso sob o olhar atento de Laura Alvim.
Um novo formato de peça, que dá ao espectador a liberdade de poder entrar, assistir, sair e voltar quando quiser.
Venha e traga sua família!
terça-feira, 16 de março de 2010
Irena Sendler morreu... sabes quem era?
Irena Sendler
Uma senhora de 98 anos chamada Irena acabou de falecer.
Durante a 2ª Guerra Mundial, Irena conseguiu uma autorização para trabalhar no Gueto de Varsóvia, como especialista de canalizações.
Mas os seus planos iam mais além... Sabia quais eram os planos dos nazis relativamente aos judeus (sendo alemã!)
Irena trazia meninos escondidos no fundo da sua caixa de ferramentas e levava um saco de sarapilheira, na parte de trás da sua camioneta (para crianças de maior tamanho). Também levava na parte de trás da camioneta, um cão a quem ensinara a ladrar aos soldados nazis quando entrava e saia do Gueto.
Claro que os soldados não queriam nada com o cão e o ladrar deste encobriria qualquer ruido que os meninos pudessem fazer.
Enquanto conseguiu manter este trabalho, conseguiu retirar e salvar cerca de 2500 crianças.
Por fim os nazis apanharam-na e partiram-lhe ambas as pernas e os braços e prenderam-na brutalmente.
Irena mantinha um registro com o nome de todas as crianças que conseguiu retirar do Gueto, que guardava num frasco de vidro enterrado debaixo de uma arvore no seu jardim.
Depois de terminada a guerra tentou localizar os pais que tivessem sobrevivido e reunir a familia. A maioria tinha sido levada para as camaras de gás. Para aqueles que tinham perdido os pais ajudou a encontrar casas de acolhimento ou pais adotivos.
No ano passado foi proposta para receber o Prêmio Nobel da Paz... mas não foi selecionada. Quem o recebeu foi Al Gore por uns diapositivos sobre o Aquecimento Global
Não permitamos que alguma vez, esta Senhora seja esquecida!!
Durante a 2ª Guerra Mundial, Irena conseguiu uma autorização para trabalhar no Gueto de Varsóvia, como especialista de canalizações.
Mas os seus planos iam mais além... Sabia quais eram os planos dos nazis relativamente aos judeus (sendo alemã!)
Irena trazia meninos escondidos no fundo da sua caixa de ferramentas e levava um saco de sarapilheira, na parte de trás da sua camioneta (para crianças de maior tamanho). Também levava na parte de trás da camioneta, um cão a quem ensinara a ladrar aos soldados nazis quando entrava e saia do Gueto.
Claro que os soldados não queriam nada com o cão e o ladrar deste encobriria qualquer ruido que os meninos pudessem fazer.
Enquanto conseguiu manter este trabalho, conseguiu retirar e salvar cerca de 2500 crianças.
Por fim os nazis apanharam-na e partiram-lhe ambas as pernas e os braços e prenderam-na brutalmente.
Irena mantinha um registro com o nome de todas as crianças que conseguiu retirar do Gueto, que guardava num frasco de vidro enterrado debaixo de uma arvore no seu jardim.
Depois de terminada a guerra tentou localizar os pais que tivessem sobrevivido e reunir a familia. A maioria tinha sido levada para as camaras de gás. Para aqueles que tinham perdido os pais ajudou a encontrar casas de acolhimento ou pais adotivos.
No ano passado foi proposta para receber o Prêmio Nobel da Paz... mas não foi selecionada. Quem o recebeu foi Al Gore por uns diapositivos sobre o Aquecimento Global
Não permitamos que alguma vez, esta Senhora seja esquecida!!
E-mail enviado por Noni Levinson.
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