segunda-feira, 30 de novembro de 2009
Começa julgamento de acusado de ser vigia de campo de extermínio nazista (30/11/2009)
Do UOL Notícias*
Em São Paulo
*Com informações de AP e Reuters
Pesquisa de Gustavo Grangeiro
Em São Paulo
Começou em Munique, Alemanha, nesta segunda-feira (30) o julgamento de John Demjanjuk, 89, ex-guarda de um campo de extermínio nazista. Ele é acusado de colaborar na morte de 27.900 judeus que foram enviados à câmara de gás durante a Segunda Guerra Mundial. Ele pode pegar até 15 anos de cadeia se for condenado.
O julgamento de Demjanjuk pode ser o último dos processos contra acusados de cometer crimes sob o Estado alemão nazista de Adolf Hitler. É também o julgamento do acusado de mais baixa patente: o réu é acusado de servir como vigia do campo de Sobibor, na Polônia. Os vigias não necessariamente matavam os prisioneiros com as próprias mãos, mas Demjanjuk foi considerado culpado pelos assassinatos por fazer parte da cadeia da máquina da morte nazista.
(Michael Dalder/Reuters) Acusado de colaborar com o Holocausto, John Demjanjuk foi hoje a julgamento em Munique
O aposentado, que mora com a família nos Estados Unidos, chegou ao tribunal em uma cadeira de rodas usando o boné e coberto por uma manta azul clara. Ele foi considerado capaz de aguentar o processo, mas as audiências foram limitadas a duas sessões de 90 minutos por dia devido à sua saúde frágil. Segundo a revista alemã "Der Spiegel", Demjanjuk sofre de gota e foi recentemente diagnosticado com leucemia - sua expectativa de vida é de menos de um ano. Sua família reclama que, em estado terminal da doença, ele não poderia ir a julgamento.
O julgamento começou com uma moção do advogado de Demjanjuk contra o juiz e os promotores, acusando-os de agirem de forma tendenciosa.
Para Efraim Zuroff, o mais importante caçador de nazistas do Centro Simon Wisenthal, o início do julgamento nesta segunda é um marco importante.
"[O julgamento] é uma mensagem poderosa de que, mesmo quem não tinha a patente de um oficial, mesmo assim é responsável [pelo Holocausto]", disse Zuroff.
Grupos judaicos e familiares das vítimas do campo de Sobibor dizem que nunca é tarde para se fazer justiça e consideram o caso Demjanjuk simbólico.
"Não vim aqui para me vingar de Demjanjuk. Eu vim para contar como era Sobibor", disse uma das partes do processo, o sobrevivente Thomas Blatt, 82. Sua família foi morta no campo de extermínio em 1943. Aos 15 anos, os responsáveis pelo campo ordenaram que ele organizasse os pertences dos judeus que seriam mandados às câmaras de gás.
"Um guarda de outro lugar, de uma cadeia, ou de um campo de concentração, fazia a vigilância para que os prisioneiros não pudessem escapar", disse Blatt. "Mas um guarda de uma fábrica da morte, de um campo de extermínio, era um assassino. Ele ajudou a matar pessoas."
Nascido na Ucrânia, John Demjanjuk lutou no Exército Vermelho da União Soviética até ser preso pelas tropas nazistas em 1942 e se oferecer para trabalhar como guarda da SS, a força paramilitar mais fiel a Hitler. Ele nega a história oferecida ao juiz pelos promotores, e diz que após ser capturado pelos militares alemães na região da Crimeia em maio de 1942, integrou o chamado Exército de Libertação Russo, uma força anticomunista aliada à Alemanha nos últimos meses da guerra.
Ele também alega que foi confundido com outra pessoa. A troca de identidades já aconteceu uma vez, em 1986, quando Demjanjuk foi deportado para Israel para ser julgado como "Ivan, O Terrível", um guarda famoso por seu sadismo que serviu no campo de Treblinka. Dois anos depois, em 1988, ele foi sentenciado à morte, mas a condenação foi cancelada quando evidências de que outro homem que seria "Ivan" chegaram à Justiça israelense.
Demjanjuk está na Alemanha desde maio, quando o governo americano liberou sua extradição à Alemanha. O processo corre na Justiça de Munique porque ele viveu na região por um breve período após a guerra. Ele emigrou para os EUA em 1951, e se naturalizou americano em 1958. Na América, ele trabalhou na indústria automotiva.
*Com informações de AP e Reuters
Pesquisa de Gustavo Grangeiro
terça-feira, 24 de novembro de 2009
Hino Nacional alemão
Das Lied der Deutschen (A canção dos alemães) ou Deutschlandlied (Canção da Alemanha) foi escrita por August Heinrich Hoffmann von Fallersleben, em 1841, na ilha de Helgoland, sobre uma melodia da peça Quarteto do Imperador, composta em 1797 por Joseph Haydn. Terminada a Primeira Guerra Mundial, o primeiro Presidente da República de Weimar, Friedrich Ebert, elevou a Canção dos Alemães à condição de hino nacional. Após a Segunda Guerra Mundial o hino nacional da Alemanha foi encurtado apenas para a terceira estrofe, devido ao teor das outras estrofes.
I (usada pelos nazistas)
Deutschland, Deutschland über alles, Über alles in der Welt,
Wenn es stets zu Schutz und Trutze
Brüderlich zusammenhält,
Von der Maas bis an die Memel,
Von der Etsch bis an den Belt
Deutschland, Deutschland über alles,
Über alles in der Welt.
II (cortada da versão final)
Deutsche Frauen, deutsche Treue, Deutscher Wein und deutscher Sang
Sollen in der Welt behalten
Ihren alten schönen Klang,
Uns zu edler Tat begeistern
Unser ganzes Leben lang.
Deutsche Frauen, deutsche Treue,
Deutscher Wein und deutscher Sang.
III (Hino atual da Alemanha)
Einigkeit und Recht und Freiheit Für das deutsche Vaterland!
Danach laßt uns alle streben
Brüderlich mit Herz und Hand!
Einigkeit und Recht und Freiheit
Sind des Glückes Unterpfand.
Blüh' im Glanze dieses Glückes,
Blühe, deutsches Vaterland.
I
Alemanha, Alemanha acima de tudo,
acima de tudo no mundo,
quando sempre, na defesa e proteção,
se mostra unida como irmãos.
Do Maas ao Memel,
Do Etsch ao Pequeno Belt,
Alemanha, Alemanha, acima de tudo,
acima de tudo no mundo!
II
Mulheres alemãs, alemã fidelidade,
O vinho e os cânticos da Alemanha
Deverão continuar a ser no mundo
estimados pela sua beleza e som,
inspirando-nos a um ânimo nobre
Todos os dias da nossa vida.
Mulheres alemãs, alemã fidelidade,
Vinho e cânticos da Alemanha!
III
Unidade e justiça e liberdade
para a Pátria alemã;
Aspiremos todos a isso,
fraternalmente, com o coração e através da ação.
unidade, justiça e liberdade
garantem-nos a sorte.
Floresça no brilho desta sorte,
floresça, Pátria alemã.
Pesquisa de Antonio Barboza
E-mail da atriz Suzana Saldanha
"Vcs. merecem todo o sucesso e torço para que cheguem em Israel-não é impossível a colonia brasileira é enorme e tb. em Nova york. Porque não. É o tipo do espetáculo que NUNCA deve sair de cartaz. Como deveria ser O tiro que mudou a história"
Suzana Saldanha
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
O INTERROGATÓRIO por um espectador
Indescritível. Só quem estava lá pra entender. Parabéns!! E Obrigada.Realmente foi emocionante o espetáculo, e não só por causa dos judeus.... é a humanidade que está ali. Parabéns pela coragem, ousadia, vigor, não é todo dia que as pessoas apostam em algo que foge ao "mais do mesmo”.Foi emocionante ver aquela multidão na sexta a noite! Que esse espetáculo, ainda possa continuar, enquanto o ser humano for capaz de tanta crueldade. Foi lindo, lindo, lindo... e emocionante. Experiência única.Fiquei emocionada com o final da peça e lamento não ter podido ficar mais. O ESPETACULO SUPEROU A MINHA EXPECTATIVA!TODA A MONTAGEM,A DISPOSIÇÃO DOS ATORES ENTRE AS PESSOAS DA PLATEIA,A INTERPPRETAÇÃO DOS ATORES,O INTENSO TRABALHO DE PESQUISA; ENFIM SO POSSO DIZER QUE VOCES MERECEM NOSSO RESPEITO E RECONHECIMENTO PELA SERIEDADE COM A QUAL ABORDARAM UM TEMA TAO DELICADO E JA TAO EXPLORADO.EM HEBRAICO SE DIZ IASHAR KOACH!!!!!A peça realmente emociona não só pelo enredo, mas pela direção e a atuação brilhante do elenco. Vale a pena ver. Não percam a nova temporada em dezembro.PARABÉNS PELA OUSADIA, OPORTUNIDADE E PELO RESULTADO OBTIDO NA BELA MONTAGEM DO "SEU" INTERROGATÓRIO. SE HOUVER NOVA CHANCE, PRETENDO ASSISTI-LO POR PERÍODO MAIS ABRANGENTE. EM MENOS DE DUAS HORAS, SAÍMOS DO TEATRO EM ESTADO DE GRAÇA. RECOMENDAMOS A DUAS PESSOAS QUE, À TARDE, FICARAM ENCANTADAS.Fiquei muito emocionada e agradecida a todos que participaram da peça. Acho que o mais importante foi ter um público muito grande de não judeus aplaudindo e acreditando que tudo aquilo aconteceu.AINDA SOB O IMPACTO DA ENCENAÇÃO, PARABÉNS. O mergulho naquele mundo foi total, e a náusea foi útil. Foi uma das melhores coisas que vi nos últimos tempos, longe da mesmice.... Sem concessões , com entrega, com capacidade de levar reflexão e emoção a um público heterogêneo. ESTIVE NA LAURA E ASSISTI ÀS PRIMEIRAS 3 HORAS DO ESPETÁCULO - NÃO ESTAVA ME SENTINDO MUITO BEM, POR ISSO FUI EMBORA. MAS O QUE VI FOI O SUFICIENTE PARA TER ABSOLUTA CERTEZA DO SUCESSO DA EMPREITADA. Nossa, que lindo! Essa peça tinha que ser assistida de muuuuitos lugares diferentes, inclusive de fora do teatro. Tudo foi de um tamanho e de uma riqueza que não coube. Não cabe, num só lugar, num só olhar. Obrigada aos deuses! Fabuloso Eduardo, em primeiro lugar parabéns pelo sucesso. Como o povo vai exigir que vc transforme isso em calendário... assistiremos o próximo.Parabéns pela ousadia. Precisamos de mais projetos como esse: vivemos uma nova era disfarçada de intolerância, maquiada pelo politicamente correto. E uma elite - inclusive a artística/intelectual - anestesiada, vendo a mediocridade avançar. Foi um dos mais belos momentos que assisti no Teatro. Um das mais emocionantes momentos da minha vida. Foi lindo! Emocionante demais. Tudo. Do toque do shofar ao banho de mar final para limpar as energias. Muito obrigado. Jamais esquecerei.
Dias 04, 05 e 06 de dezembro
“O INTERROGATÓRIO”
NO ESPAÇO TOM JOBIM – JARDIM BOTANICO
abre as 18hs e segue até meia noite.
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
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