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segunda-feira, 14 de setembro de 2009

O jardineiro que tinha fé

"Como os outros refugiados na nossa família, titio sofria com suas lembranças e se esforçava muito para não falar diretamente das suas experiências na guerra. Só que as pessoas precisam falar daquilo que as machucou. Se não, a besta da guerra surge em pesadelos, em crises súbitas de choro e ataques de raiva. 
 
Todas as vezes que alguém dizia 'A Alemanha nazista fez isto, os alemães fizeram aquilo' titio dava a mesma opinião serena. 'Vocês estão enganados. Os nazistas e seus asseclas não eram da Alemanha. Gyáva népnek nincs hazája. Os covardes não tem uma pátria própria. Aqueles demônios eram do inferno'."

O jardineiro que tinha fé - Clarissa Pinkola Estés
 
 
 
*pesquisa por Susanna Kruger

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Benjamim Baruch .

"Nascido em 1916 na região de Gdank na Polônia. Judeu, eu era muito jovem quando meu país foi invadido e devastado pelos nazistas.

Meus pais, meus irmãos e toda a minha família desapareceu. Fui para o campo com minha mulher e minha filha, também mortos por nazistas. Nunca mais me casei e nem tive filhos.
Passei 4 anos no campo de concentração, transportei e amontoei cadáveres, limpei banheiros, fui médico auxiliar, carregador e escrevente.Vi centenas de mortes por fuzilamento e pelas câmaras de gás. Milhares de jovens, mulheres, homens, velhos e crianças foram aniquilados dessa forma. E eu assisti tudo sem nada poder fazer.

Os acontecimentos se refletiram diretamente na minha saúde. Por anos, sofri transtorno de stress pós traumático, alucinações, insônia, suores por todo o corpo e depressão profunda.

Mas a guerra acabou, assim como a vida, e o  pesadelo diário que ela se tornou pra mim., As alucinações acabaram, e também a insônia e a depressão. Com a certeza de que o sol nascerá, a justiça se fará e isso não se repetirá, faleci em paz no dia 26 de abril de 1973 na cidade de Varsóvia / Polonia. 

SHALON." Benjamim Baruch 




*por Andre Frazzi