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sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Kaduk






“É difícil, até mesmo para eu dizer. Mas eu vi tudo pessoalmente. Somente os médicos davam a ordem para aplicar o gás. Eu mesmo vi homens da SS que estavam envolvidos nas operações com o gas chorarem. E para eles o Dr. Menghele dizia: Vocês TÊM que fazer isso! Uma vez ele disse isso para um homem que tinha lágrimas no olhos e ele aplicou o gá e imediatamente tirou o chapéu. Eu vi isso. Eu estava lá.”

Kaduk




*por Franco Almada

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Acusado Boger

Acusado Klehr

Acusado Dr. Capesius

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Sargento Stark





"'O Senhor, sem negar os erros humanos, admite que o homem erra em sua aspiração infinita, "Es irrt der Mensch solang’ er strebt"(327) (GOETHE 2004: 54)6 mas, a boa alma, em seu ímpeto obscuro, está instintivamente consciente do caminho certo.'

Não me julguem, não me peguem pra Cristo, me deixem em Paz! Eu servi a minha pátria,ao meu povo. É difícil entender isso? Tudo que se fazia estava de acordo com as leis. É preciso que se esclareça isso. Infelizmente perdemos o hábito de pensar, outros pensavam por nós."

Stark






*por Zé Guiherme

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Acusado Schalge


 
 

"Naturalmente. A JUSTIÇA era igual para todos. Toda falta devia e deve ser castigada."
Schlage
 
 
 
 
 
*por Antonio Barboza

sábado, 19 de setembro de 2009

Boger



"A ingratidão de minha antiga secretária só comprova a confusão dessa gente. Como alguém pode subir ao tribunal e apontar o dedo em direção a pessoa que salvou a sua vida ? Como alguém que só esta viva pelo meu apreço e especial afeto pode fazer isso? Alguém precisa ser odiado, é sobre isso que todo esse carnaval foi armado. E eu, pareço ser o alvo do coração de Lotie... Eu sabia que não poderia esperar coisa diferente dessa gente, principalmente dela. Mas ainda assim. Se fiz o que fiz é por que cumpria ordens, mais do que isso, eu tinha um trabalho a cumprir, uma responsabilidade perante as forças superiores do campo, como ela esperava que eu agisse? Ela, que sabia como sua gente era escorregadia e obstinada, ela, que naquele tempo parecia perceber o quanto eu precisava lutar para realizar meu trabalho de maneira efetiva. Agora eu sou o monstro. Mas não pensem duas vezes. Eu já devia esperar esse tipo de comportamento. Tolo eu fui. Mas não mais. Não. Não há nenhum tolo aqui, nunca mais. 
Nie wieder, Lotie."  

Boger



*por Gustavo Damascena

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Mulka




"Fui ajudante de ordens, cuidava dos orçamentos, distribuía trabalhos, estudava a identificação dos presos.
Era um trabalho de ordem administrativa.
Além disso, também acompanhava o comandante nas recepções, cerimônias solenes, enterros e dirigia a guarda de honra.
Nunca tive o hábito de perguntar aos meus superiores sobre as execuções de que ouvia falar, afinal era um assunto secreto do reich, não me dizia respeito e eu tinha que cuidar de minha família e de mim mesmo.
Mas sempre estive convencido que aquelas ordens visavam um objetivo de guerra.
Somente no final do meu tempo de serviço é que fui me dar conta de tudo e senti profunda repulsa.
Aquilo tudo arrebentou meus nervos, fiquei tão doente que fui transferido pra um hospital.
Mas quero deixar bem claro que vi tudo de fora, nunca me envolvi pessoalmente, eu era contra aquilo tudo.
Eu também fui vítima!
Fui retido por opiniões terroristas e fiquei 3 meses numa prisão.
Quando me soltaram, sofri com os terríveis bombardeios aéreos dos nossos inimigos, destruíram nossas casas, nossas cidades.
Foi quando pude salvar a vida de muita gente.
Eu, um antigo oficial, ajudei a desentulhar escombros.
Perdi meu único filho.
Mas também não se deve esquecer, nesse processo, 2 milhões de homens que deram suas vidas pelo nosso país.
Não se deve esquecer o que aconteceu depois da guerra e o que ainda se faz contra nós.
Afirmo mais uma vez que apenas cumpri ordens, mesmo quando essas ordens me pareciam penosas e me levavam ao desespero.
Hoje, quando vejo nosso país voltar a ser uma grande potência, acho que temos coisas mais importantes a fazer do que ficar remoendo antigas acusações que ha muito tempo já deviam ter sido prescritas."

Mulka 




*por Silvio Pozatto

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Acusado Klehr

"Eu apenas supervisionava o cumprimento das ordens. No começo, os detentos auxiliares, davam as injeções nas veias do braço. Mas por causa da magreza dos presos era difícil acertar nas vias. Então passara a injetar o fenol diretamente no coração. Antes de terminar a injeção o homem já estava morto. No começo, fiquei surpreso quando me contaram que os detentos auxiliares matavam os doentes com injeções. Mas depois compreendi que eram doentes incuráveis portadores de moléstias contagiosas que podiam ameaçar todo o Campo.  Também não poderia impedir nada. Se tentasse iria imediatamente para o muro. Nós estávamos encurralados. Não passávamos de números como todos os prisioneiros. Entre nós, só era respeitado quem tivesse um diploma de universidade. É fácil calcular que não pudéssemos nos atrever a discordar das ordens. Quero deixar claro que fui acusado de matar 16 mil prisioneiros. E isso é ridículo. Se e eu tivesse assassinado dezesseis mil doentes, quando havia no Campo um total de dezesseis mil presos, só teria sobrado a orquestra." Klehr










*por Gustavo Grangeiro

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Breitwieser



"As noites que antecedem esses interrogatórios são infindáveis.
Eu sei que nada fiz enquanto sou acusado e forçado a acreditar nas coisas que dizem.
Eu sempre odiei aquele gás.
Ele penetra na minha lembrança e entorpece ainda, as minhas certezas.
Às vezes ele me fecha o ar, às vezes ele abre meus medos.
Meu Deus do céu... devolva-me a vida que eu tinha!
Porque a que eu tenho agora, sufoca-me este maldito gás."
Breitwieser




*por Alexandre Menezes

Schlage

Eu era apenas carcereiro no Bloco 11. Recebia ordens dos meus superiores e tinha que me conformar." Schlage



*Por Antonio Barboza

Boger


"Eu estava presente com muita frequência nos atos de execução. Pode-se admitir que as testemunhas me confundam com outros. E agora que eu fui preso, é natural que todo o ódio se volte contra mim." Boger




*por Gustavo Damasceno