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sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Sobre Wilhem Boger



“Eu fui descobrindo que Boger era um assassino frio. Passei anos tentando me livrar da culpa de ter sido protegida por ele. Como é possível digerir que o homem que salvou minha vida seja responsável por tantas atrocidades contra outras vidas...”

Carlota Spielbaum












*por Susanna Kruger

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Testemunha 8



“Boger me deu ordem para comer, mas eu não podia porque estava algemado. Então ele esfregou o prato na minha cara. Tive que engolir os arenques. Estavam tão salgados que eu vomitei. Eles me obrigaram a comer de novo meu vômito e o resto dos arenques.”

Testemunha 8




*por Alexandre Varella

Acusado Boger

sábado, 19 de setembro de 2009

Boger



"A ingratidão de minha antiga secretária só comprova a confusão dessa gente. Como alguém pode subir ao tribunal e apontar o dedo em direção a pessoa que salvou a sua vida ? Como alguém que só esta viva pelo meu apreço e especial afeto pode fazer isso? Alguém precisa ser odiado, é sobre isso que todo esse carnaval foi armado. E eu, pareço ser o alvo do coração de Lotie... Eu sabia que não poderia esperar coisa diferente dessa gente, principalmente dela. Mas ainda assim. Se fiz o que fiz é por que cumpria ordens, mais do que isso, eu tinha um trabalho a cumprir, uma responsabilidade perante as forças superiores do campo, como ela esperava que eu agisse? Ela, que sabia como sua gente era escorregadia e obstinada, ela, que naquele tempo parecia perceber o quanto eu precisava lutar para realizar meu trabalho de maneira efetiva. Agora eu sou o monstro. Mas não pensem duas vezes. Eu já devia esperar esse tipo de comportamento. Tolo eu fui. Mas não mais. Não. Não há nenhum tolo aqui, nunca mais. 
Nie wieder, Lotie."  

Boger



*por Gustavo Damascena

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

1963: Começa "Julgamento de Auschwitz"

O campo de Auschwitz, na Polônia.
Começou em Frankfurt o Julgamento de Auschwitz. Os 22 réus eram ex-guardas do antigo campo de extermínio nazista. 
Havia demorado 20 anos, a partir do final da 2ª Guerra, para que a Justiça alemã reagisse aos acontecimentos na polonesa Osviecim. Vinte e dois homens do campo de concentração e de extermínio de Auschwitz foram julgados por cumplicidade ou homicídio, num processo que, a cada 
dia que passava, trazia à tona o sarcasmo e os horrores do nazismo.
O processo aconteceu por mero acaso. Emil Vulkan, ex-prisioneiro do campo de concentração de Auschwitz, encontrou no final da guerra várias listas de pessoas marcadas para a execução a tiros e os nomes dos respectivos algozes. Os papéis ficaram guardados 13 anos, até que fossem apresentados ao promotor público Fritz Bauer, em Frankfurt.
Nenhum sinal de arrependimento – Entre os acusados, estavam Robert Mulka, comandante da SS (Schutzstaffel - Seção de Segurança), desde 1942 em Auschwitz, Wilhelm Boger e Pery Broad, este representante político e membro da Gestapo. Foram julgados também Oswald Kaduk, apelidado pelos prisioneiros de Satanás de Auschwitz, e o dentista da SS Willi Schatz.
Nem todos os réus correspondiam ao clichê de ideólogo nazista, apesar de todos eles terem ingressado voluntariamente na temida SS, que surgiu como tropa de segurança de Hitler, ampliada mais tarde por Heinrich Himmler. Nenhum dos réus demonstrou qualquer tipo de arrependimento diante do tribunal. A maioria seguiu os conselhos de seus advogados e calou-se em juízo.
No dia 19 de agosto de 1965 encerrava-se o julgamento que acabou entrando para a história como símbolo de que os crimes cometidos em Auschwitz não podem ficar impunes. O juiz Hans Hofmeyer proclamou a sentença, com 17 condenações, com penas variando entre prisão perpétua por assassinato (para seis réus) a três absolvições (fato que causou indignação tanto na Alemanha como no exterior). 

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Boger


"Eu estava presente com muita frequência nos atos de execução. Pode-se admitir que as testemunhas me confundam com outros. E agora que eu fui preso, é natural que todo o ódio se volte contra mim." Boger




*por Gustavo Damasceno