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sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Testemunha 7



"A única coisa que eu peço é que se pense naquela multidão que nos viu sendo arrancados de nossas casas e carregados em vagões de gado. Os acusados deste processo são apenas executores, o último elo de uma cadeia. Já outros acima deles nunca tiveram que prestar contas perante este ou qualquer outro tribunal. Alguns compareceram como testemunhas. Eles vivem como pessoas honestas. Eles assumem cargos de alta responsabilidade. Eles aumentam seus ordenados e continuam a trabalhar para as mesmas indústrias onde os presos do Campo trabalharam até a morte."




 

*por Thiago Magalhães

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Testemunha 15





"Hoje, quando nós falamos sobre aquilo que aconteceu, com pessoas que nunca estiveram dentro de um Campo, tudo parece incompreensível para elas. O fato de sermos tantos dentro do Campo e de serem tantos aqueles que nos aprisionavam deveria deixar bem claro tudo o que se passou naquela época.  Muitos daqueles que representaram o papel de prisioneiros tinham sido educados dentro dos mesmos princípios do que aqueles que representaram o papel de guardas e poderiam substituí-los perfeitamente. Seu país era o mesmo e tinham trabalhado juntos para o seu desenvolvimento e progresso. Se não tivessem sido nomeados vítimas, poderiam ter desempenhado a função de guardas."

Testemunha 15




*Por Bruno Ferreira



sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Testemunha 4




"Os soldados vieram até a cerca e ficaram parados olhando pra nós. Eu não entendi o comportamento deles. Foi tão estranho vê-los olhando para nós daquele modo inexplicável. Então, vi um soldado se curvar e vomitar. Depois outro e mais outro. Então, eu entendi. Olhavam-nos com repulsa. Fui tomada pelo desespero. Eu me senti como Adão quando viu que estava nu. Horrível e envergonhada. Vi a mim e aos outros prisioneiros através dos olhos dos soldados. Sem dúvida, éramos repugnantes. É estranho não ter percebido isso antes. Logo após o primeiro soldado vomitar algo estranho aconteceu entre os prisioneiros. Nós nos afastamos deles. Demos as costas a eles. Não queríamos que nos vissem. Se antes queríamos que entrassem no Campo, agora queríamos que ficassem onde estavam. Ou que fossem embora."

Testemunha 4





*por Carla Ribas.

Testemunha 7


 

"Eu sobrevivi ao Campo, mas o Campo continua existindo. O Campo também sobreviveu"





*por Thiago Magalhães.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

1963: Começa "Julgamento de Auschwitz"

O campo de Auschwitz, na Polônia.
Começou em Frankfurt o Julgamento de Auschwitz. Os 22 réus eram ex-guardas do antigo campo de extermínio nazista. 
Havia demorado 20 anos, a partir do final da 2ª Guerra, para que a Justiça alemã reagisse aos acontecimentos na polonesa Osviecim. Vinte e dois homens do campo de concentração e de extermínio de Auschwitz foram julgados por cumplicidade ou homicídio, num processo que, a cada 
dia que passava, trazia à tona o sarcasmo e os horrores do nazismo.
O processo aconteceu por mero acaso. Emil Vulkan, ex-prisioneiro do campo de concentração de Auschwitz, encontrou no final da guerra várias listas de pessoas marcadas para a execução a tiros e os nomes dos respectivos algozes. Os papéis ficaram guardados 13 anos, até que fossem apresentados ao promotor público Fritz Bauer, em Frankfurt.
Nenhum sinal de arrependimento – Entre os acusados, estavam Robert Mulka, comandante da SS (Schutzstaffel - Seção de Segurança), desde 1942 em Auschwitz, Wilhelm Boger e Pery Broad, este representante político e membro da Gestapo. Foram julgados também Oswald Kaduk, apelidado pelos prisioneiros de Satanás de Auschwitz, e o dentista da SS Willi Schatz.
Nem todos os réus correspondiam ao clichê de ideólogo nazista, apesar de todos eles terem ingressado voluntariamente na temida SS, que surgiu como tropa de segurança de Hitler, ampliada mais tarde por Heinrich Himmler. Nenhum dos réus demonstrou qualquer tipo de arrependimento diante do tribunal. A maioria seguiu os conselhos de seus advogados e calou-se em juízo.
No dia 19 de agosto de 1965 encerrava-se o julgamento que acabou entrando para a história como símbolo de que os crimes cometidos em Auschwitz não podem ficar impunes. O juiz Hans Hofmeyer proclamou a sentença, com 17 condenações, com penas variando entre prisão perpétua por assassinato (para seis réus) a três absolvições (fato que causou indignação tanto na Alemanha como no exterior). 

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Acusado Klehr

"Eu apenas supervisionava o cumprimento das ordens. No começo, os detentos auxiliares, davam as injeções nas veias do braço. Mas por causa da magreza dos presos era difícil acertar nas vias. Então passara a injetar o fenol diretamente no coração. Antes de terminar a injeção o homem já estava morto. No começo, fiquei surpreso quando me contaram que os detentos auxiliares matavam os doentes com injeções. Mas depois compreendi que eram doentes incuráveis portadores de moléstias contagiosas que podiam ameaçar todo o Campo.  Também não poderia impedir nada. Se tentasse iria imediatamente para o muro. Nós estávamos encurralados. Não passávamos de números como todos os prisioneiros. Entre nós, só era respeitado quem tivesse um diploma de universidade. É fácil calcular que não pudéssemos nos atrever a discordar das ordens. Quero deixar claro que fui acusado de matar 16 mil prisioneiros. E isso é ridículo. Se e eu tivesse assassinado dezesseis mil doentes, quando havia no Campo um total de dezesseis mil presos, só teria sobrado a orquestra." Klehr










*por Gustavo Grangeiro

quarta-feira, 9 de setembro de 2009


Site com explicação do Campo Antigo, com mapas e desenhos.

http://www.pbs.org/auschwitz/maps/#


*Pesquisa feita por Fernando Arze

Campo de concentração

Clique aqui no site Remember.org e veja com seus próprios olhos o campo de Auschwitz em 360 graus.


*pesquisa feita por Carla Ribas.