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quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Placa roubada retorna ao local de origem

A placa original, com a inscrição "Arbeit macht frei" (O trabalho liberta), roubada do portão de entrada do antigo campo de concentração Auschwitz I em dezembro de 2009, retornou hoje ao Memorial de Auschwitz. O trabalho de restauração, que será realizado no laboratório do museu, durará alguns meses. De acordo com a chefe do Departamento de Preservação, Jolanta Banaś Maciaszczyk, o trabalho de restauração com certeza será bem sucedido.

Dr. Piotr M.A. Cywiński, Diretor do Museu de Auschwitz e Jolanta Banaś Maciaszczyk, chefe do Departamento de Preservação. Foto: Paweł Sawicki
© Auschwitz-Birkenau State Museum

Fonte: Perfil do Museu de Auschwitz no Facebook

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Fragmentos de História - Parte 3

No dia 13 de janeiro de 1943, três trens transportando judeus chegaram a Auschwitz. Das 1.210 pessoas de Berlim, 127 homens foram registrados. 1.083 pessoas foram mandadas às câmaras de gás. Dos 750 judeus holandeses, 88 homens e 101 mulheres foram registrados. 561 morreram com gás. Cerca de 2.000 pessoas foram deportadas do gueto de Zambrów. Depois da triagem, 148 homens e 50 mulheres foram registrados, e cerca de 1.802 pessoas foram mortas nas câmaras de gás.

 
Crematório V - Auschwitz-Birkenau

Fonte: Perfil do Museu de Auschwitz no Facebook
Tradução: Thiago Magalhães
 








domingo, 10 de janeiro de 2010

Ex-líder neonazista admite envolvimento no roubo da placa de Auschwitz


ESTOCOLMO — Um ex-dirigente neonazista de nacionalidade sueca, suspeito de ter participado no roubo do letreiro em alemão "O trabalho nos torna livre" do ex-campo de extermínio nazista de Auschwitz-Birkenau, admitiu nesta sexta-feira seu envolvimento nos fatos.

Anders Hogstrom, 34 anos e fundador e diretor de 1994 a 1999 da Frente Nacional-Socialista, principal partido neonazista sueco, admitiu que foi convidado a atuar como intermediário para vender o letreiro "Arbeit macht frei", roubado em 18 de dezembro passado, mas que, por fim, alertou a polícia polonesa sobre o roubo: "'Me disseram que havia uma pessoa disposta a pagar vários milhões de coroas suecas pelo letreiro", contou ao tabloide Aftonbladet.
          
Segundo ele, foi graças a um alerta seu que a polícia conseguiu recuperar a inscrição, que foi encontrada alguns dias mais tarde, partida em três pedaços. Cinco poloneses foram detidos por envolvimento no roubo:           "Estou orgulho por ter revelado à polícia e acabado com essa história", acrescentou.

Indagada pela AFP, uma porta-voz da polícia de Cracóvia desmentiu esta versão: "A ligação telefônica da Suécia aconteceu quando já estávamos prendendo os ladrões", segundo a porta-voz.

No final de 1999, Anders Hogstrom se distanciou do nazismo, convertendo-se num arrependido modelo, indicou tabloide sueco.

Os cinco detidos, que têm idades que variam de 20 a 40 anos, podem pegar penas de até dez anos de prisão.

A histórica inscrição será restituída ao Museu de Auschwitz tão logo seja possível e antes do 65º aniversário da libertação do campo pelo Exército soviético em 27 de janeiro de 1945.

A placa com a frase em alemão simboliza, para a maioria, o cinismo sem limites da Alemanha nazista.
         
"Arbeit macht frei" figurava na entrada dos campos de Dachau, Gross-Rosen, Sachsenhausen, Theresienstadt, Flossenburg e Auschwitz, o maior de todos os campos de extermínio. Fabricada em julho de 1940 por um prisioneiro polonês, o ferreiro Jan Liwacz, a inscrição de Auschwitz é de aço, mede cinco metros e tem uma particularidade: a letra B da palavra Arbeit está invertida. Segundo uma interpretação perpetuada pelos sobreviventes, o B invertido simbolizava insubmissão e a resistência à opressão nazista, explicou Sawicki. Quando, em 27 de janeiro de 1945, o Exército soviético libertou Auschwitz, a inscrição foi desmontada e ia ser levada para o Leste de trem. No entanto, Eugeniusz Nosal, um prisioneiro polonês recém-libertado, subornou um guarda soviético com uma garrafa de vodca para recuperá-la. Escondida durante dois anos na prefeitura de Oswiecim (nome polonês do campo de Auschwitz), a inscrição voltou a seu lugar original em 1947, quando o campo de extermínio virou museu e memorial.

Fonte: Blog holocausto-doc

Fragmentos de História - Parte 2

Bloco 11
Foto extraída do site en.auschwitz.org.pl

Em 9 de janeiro de 1943, no começo da tarde, o prisioneiro tcheco Georg Zahradka ou Zacharatka fugiu do campo principal de Auschwitz. A caçada realizada por 250 homens das SS e por 200 capos começou ao meio-dia.A operação só foi interrompida por causa da escuridão. À meia-noite, 3 SSs capturaram o fugitivo perto da torre de vigilância 26. O prisioneiro foi preso e levado ao bloco 11. Ele foi executado com um tiro depois de uma seleção realizada no bloco 11, a 14 de janeiro de 1943.

Fonte: Perfil do Museu de Auschwitz no Facebook
Tradução: Thiago Magalhães


quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Testemunha 5



“Eu precisava me defender. Conseguir atravessar aquele horror, acreditar que era possível sobreviver. Mesmo que para isso fosse necessário passar por cima dos meus princípios éticos.

Tive as entranhas invadidas e vasculhadas, tanto as da carne quanto as da alma. Durante anos tive um bolo na garganta que me tirou a voz. Uma rouquidão devastadora se instalou no meu espírito. Não conseguia emitir uma só palavra sobre tudo que vivi. Esse interrogatório vem me libertando do medo de contar sobre os horrores que testemunhei e as mesquinharias que cometi durante os anos em que estive detida em Auschwitz.”
Carlota Spielbaum








*por Susanna Kruger

1963: Começa "Julgamento de Auschwitz"

O campo de Auschwitz, na Polônia.
Começou em Frankfurt o Julgamento de Auschwitz. Os 22 réus eram ex-guardas do antigo campo de extermínio nazista. 
Havia demorado 20 anos, a partir do final da 2ª Guerra, para que a Justiça alemã reagisse aos acontecimentos na polonesa Osviecim. Vinte e dois homens do campo de concentração e de extermínio de Auschwitz foram julgados por cumplicidade ou homicídio, num processo que, a cada 
dia que passava, trazia à tona o sarcasmo e os horrores do nazismo.
O processo aconteceu por mero acaso. Emil Vulkan, ex-prisioneiro do campo de concentração de Auschwitz, encontrou no final da guerra várias listas de pessoas marcadas para a execução a tiros e os nomes dos respectivos algozes. Os papéis ficaram guardados 13 anos, até que fossem apresentados ao promotor público Fritz Bauer, em Frankfurt.
Nenhum sinal de arrependimento – Entre os acusados, estavam Robert Mulka, comandante da SS (Schutzstaffel - Seção de Segurança), desde 1942 em Auschwitz, Wilhelm Boger e Pery Broad, este representante político e membro da Gestapo. Foram julgados também Oswald Kaduk, apelidado pelos prisioneiros de Satanás de Auschwitz, e o dentista da SS Willi Schatz.
Nem todos os réus correspondiam ao clichê de ideólogo nazista, apesar de todos eles terem ingressado voluntariamente na temida SS, que surgiu como tropa de segurança de Hitler, ampliada mais tarde por Heinrich Himmler. Nenhum dos réus demonstrou qualquer tipo de arrependimento diante do tribunal. A maioria seguiu os conselhos de seus advogados e calou-se em juízo.
No dia 19 de agosto de 1965 encerrava-se o julgamento que acabou entrando para a história como símbolo de que os crimes cometidos em Auschwitz não podem ficar impunes. O juiz Hans Hofmeyer proclamou a sentença, com 17 condenações, com penas variando entre prisão perpétua por assassinato (para seis réus) a três absolvições (fato que causou indignação tanto na Alemanha como no exterior). 

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Prova enviada pelo Acusado 9



O acusado 9, Breitweiser, pediu que deixasse aqui esse documento como prova. 
Segundo ele, nesse blog todos poderão ver os fatos e lendas de Auschwitz... 
 
*pesquisa feita por Alexandre Menezes.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Fotos de Auschwitz


Para ver mais fotos de Auschwitz, clique aqui e entre no site The Auschwitz Album.
*pesquisa feita por Fernando Arze.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Testemunha 4


"O oficial que nos separava, quando chegamos a Auschwitz, era muito amável. Perguntei a ele para onde iam os outros e ele me respondeu: ‘Vão tomar banho e daqui à uma hora estarão de volta.’” Testemunha 4.


*por Carla Ribas

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Campo de concentração

Clique aqui no site Remember.org e veja com seus próprios olhos o campo de Auschwitz em 360 graus.


*pesquisa feita por Carla Ribas.